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29 de mar. de 2011

Pincéis, tintas, talento...

Isso tudo é Alcinéia Marcucci.
Muito já se falou sobre a artista corumbataiense, mas esta informação tem um gostinho melhor.
A jovem Alcinéia está aprimorando o seu traço, deixando-o mais leve, descompromissado. Isso quer dizer que teremos quadros mais bonitos ainda, com as imagens voando de acordo com o imaginário da artista.
Alcinéia começou a descobrir novas formas e deixou de lado a disciplina rigorosa do bailado dos pincéis. 
Empregou em suas telas mais a expressão do que preocupação e o resultado tem sido trabalhos excelentes, uma coleção deles, que ela já nem tem mais onde colocar.
A artista corumbataiense guarda em sua casa diversas telas, já devidamente emolduradas, à espera da chamada da prefeitura de Rio Claro para uma exposição.
Há um ano ela foi comunicada do interesse e desde então aguarda ansiosa por essa possibilidade. Alô Secretaria da Cultura de Rio Claro...


Alcineia Marcucci  e sua pintura

  Fonte: JORNAL REGIONAL


50 anos de cemitério.

Não do cemitério propriamente dito, mas do trabalho de José Luis Cattai, que desde os 15 já circulava pelas cidades dos mortos para dar um trato nos túmulos.
Insiste em dizer que é construtor aposentado, mas desde que se aposentou não parou mais de trabalhar, essa é a grande verdade.
Conhecido em toda Corumbataí e região, Cattai tem duas grandes responsabilidades na cidade: construir e reformar túmulos e jazigos; e cuidar com todo carinho da Igreja Matriz de São José, onde é o responsável por todas as obras.
Aos calcular mais ou menos uma vida de 140 anos do cemitério, José Luis Cattai comenta com preocupação o estado de abandono da cidade dos mortos. “Os túmulos estão abandonados e sem identificação. Os entes queridos estão abandonados”, fala o homem que passou grande parte da sua vida correndo para sepultar defuntos.
Ele não sabe dizer com precisão, mas calcula que no cemitério de Corumbataí haja em torno de uns 500 túmulos. Mesmo com esse número, a população pode ficar tranquila, pois ainda há muito terreno para ser usado. Cattai considerada que 30% da área ainda estejam desocupados. São mil metros quadrados no geral.
Das muitas andanças por lá, José Luis diz não se lembrar de coisas espetaculares ou misteriosas. Só um dia, que teve que entrar às 4 da madrugada embaixo de muitos relâmpagos e ficou assustado. Ou quando estava construindo um túmulo às 17hs para o enterro de um cidadão, quando ouviu uma voz rouca. Era um senhor no portão querendo visitar o local. Mas Cattai viu muito despacho lá dentro. Com direito a frango, maionese, pinga e bilhetes com nomes das vítimas. Que meda!!!
 
Cattai, já viu muito despacho no cemitério.

 Fonte: JORNAL REGIONAL

25 de mar. de 2011

Vou de avião... - Marcela Borgo

Vou de avião...

Marcela Borgo, aquela menina sorridente filha de Sonia&Ricardo Borgo, está em Belo Horizonte, Minas Gerais.
A corumbataiense, que estudou na escola “Maria Pedroso Perin” e depois no colégio “Puríssimo Coração de Maria”, em Rio Claro, hoje está na FUMEC – Fundação Mineira de Engenharia e Ciências – onde cursa aviação.
“Difícil abrir mão de família, emprego, namorado, colegas, sair de casa. Mas quando eu morava em Corumbataí, espaço aéreo da AFA – Academia da Força Aérea de Pirassununga – sempre me imaginava um dia voando. Quando entrei pela primeira vez em um avião 747 fiquei fascinada. Como algo tão grande voava, cruzava os céus. Como era lindo ver o mundo lá de cima, percorrer 960 quilômetros em uma hora, quando um carro faz 100 quilômetros”, comenta Marcela.
Marcela Borgo saiu de Corumbataí em agosto de 2009. Inicialmente faria o curso em São Paulo, mas posteriormente prestou vestibular em Minas e acabou adotando as terras das Gerais.
O curso da FUMEC conta com quatro mulheres e para não fugir à regra, todas têm problemas com aulas de mecânica, mas são imbatíveis em Ciências Físicas. Vencendo o preconceito e determinada com a profissão que está abraçando, Marcela Borgo tem um sonho, que espera concretizar logo que terminar seus estudos. Quer se tornar piloto comercial e trabalhar nas empresas áreas brasileiras ou piloto internacional. E então, a menina que ficava olhando os aviões da AFA cruzarem os céus de Corumbataí, terá a oportunidade de conhecer os horizontes do mundo.

SONHO DE MENINA
Poesia de Marcela Borgo



Marcela Borgo
Vejo o azul do céu
E imagino-me a voar
Calmamente e livremente
Até às nuvens chegar.

Me deliciar com a brisa do vento
Que me refresca e acalma
Tornando-me especial este momento
E que me deixa libertar a dor que me invade a alma.

Confusões que invadem a minha mente
Despejo na corrente que paira no ar
Procuro apenas algo diferente
E que de novo me faça sonhar.

Que me faça sentir livre como um pássaro
Pronto para novas sensações abraçar
Em que tudo à minha volta seja claro
E que nada seja difícil de alcançar.

Enquanto não aprendo a voar,
Vou sentindo isto tudo na minha imaginação
Esperando que um dia à minha vida esta calma possa chegar
Sem ser apenas mais uma ilusão.

Fonte: JORNAL REGIONAL

Produtor rural busca novas culturas

Seguindo as tendências do cenário nacional, o setor agropecuário de Corumbataí vive uma época de transformações. Os cultivos tradicionais vêm cedendo espaço para novas culturas a cada ano que passa. “Os produtores obrigatoriamente precisam estar abertos para a adoção de novas práticas ou até mesmo mudar de atividade, caso queiram permanecer no campo”, afirma o engenheiro agrônomo Marcelo Kviatkoviski.
Os governos municipal, estadual e federal têm apoiado os agricultores para que possam adequar tecnologicamente suas propriedades. A Casa da Agricultura de Corumbataí tem atendido produtores interessados em investir em novas máquinas e tratores. Mais de cinquenta projetos técnicos para crédito rural foram elaborados em 2010 e mais de sessenta recomendações de adubação e calagem com base em análise química de solo foram fornecidas resultando em maior produtividade e redução de custos para os produtores. A Casa também tem colaborado na implantação de técnicas de conservação de solos, demarcação de curvas de nível em mais de cinquenta hectares, acompanhamento na execução dos serviços de terraceamento, serviço oferecido a baixo custo através da patrulha agrícola municipal.

REGIONAL VENDE MAIS SEMENTES
A Casa da Agricultura de Corumbataí é a regional campeã na comercialização de sementes. A sede que abrange 14 municípios foi a que mais vendeu sementes de qualidade com baixo custo aos produtores. Os produtores contaram com sementes de milho, arroz, feijão e sorgo. Em 2010 foram comercializados cerca de 3.405 quilos.
Como Corumbataí é um município com muitos produtores de leite, a Casa da Agricultura não deixou de apoiá-los. Está em desenvolvimento o projeto CATI Leite, que consiste em implantar módulos de pastejo rotacionado, com capacidade para produção de 50.000 litros por hectare anualmente. Poucas atividades podem ter sua produtividade ampliada a tal ponto, de modo que apenas um hectare de pastagem possa gerar uma renda bruta próxima a 50 mil reais anualmente.
Além de aumentar a produtividade e, consequentemente, a renda dos produtores, o projeto propicia melhor qualidade de vida, uma vez que reduz consideravelmente a mão de obra para alimentar os bovinos. Atualmente são assessorados quatro produtores e para 2011 mais dois estão aderindo ao sistema.
MICROBACIA “SOCIAL”
Outro projeto que Corumbataí desenvolve em âmbito de Estado é o Microbacias II – Acesso ao Mercado. O programa Microbacias foi reestruturado e voltou com novo nome, agora com o objetivo de estimular atividades que gerem emprego e renda. Através de estudos socioeconômicos e ambientais, Corumbataí foi considerada área de prioridade alta para o desenvolvimento do programa.
O engenheiro Marcelo informa que a Casa está cadastrando as associações de produtores que tenham interesse, pois o programa só vai beneficiar produtores organizados. Os planos de negócios poderão ser contemplados com recursos do Banco Mundial.

PROGRAMA VALORIZA PRODUTOR LOCAL
Ao apoiar a aplicação de políticas públicas, a Casa da Agricultura de Corumbataí é entidade articuladora do Programa de Alimentação Escolar do governo federal.
Os produtores familiares locais são orientados a elaborar seu projeto de venda. Cada um dos nove agricultores familiares pode comercializar por ano até nove mil reais, fornecendo alimentos frescos e saudáveis para os alunos das escolas de Corumbataí.
“Este programa é muito bom para o município, pois a prefeitura adquire alimentos por valores mais baixos que os normalmente praticados nas licitações e o dinheiro repassado pelo governo federal acaba ficando na cidade, movimentando o comércio local, gerando mais emprego e renda”, observa Marcelo.
“Por outro lado, os produtores recebem mais por seus produtos, pois estão vendendo diretamente à prefeitura, eliminando os atravessadores. Além disso, são incentivados a diversificar sua produção, porque terão a venda garantida por preços justos”, acrescenta.

Produtor rural de Corumbataí busca orientação e parceria para ampliar negócios
 Fonte: JORNAL REGIONAL
22 de mar. de 2011

Antonio Sergio Carrera, exemplo de superação.

A dificuldade em enxergar, resultado de um diabetes que lhe tirou grande parte da capacidade visual, não tirou o ânimo de Antonio Sérgio Carrera, um dos tradicionais corumbataienses que durante muitos anos trabalhou em seu depósito de cereais na Rua 3, bem na esquina da praça central.
Carrera, hoje com 53 anos, casado com Sirlene, pai do Serginho, da Gisele e Natália e vovô do Guilherme e Pedro, é um homem que não se entregou à deficiência e, mesmo com todas as dificuldades, tratou de ir à luta e mostrar que querer é poder.
O seu exemplo de superação serve, inclusive, para muitos jovens na cidade, que vivem de cabeça baixa, a reclamar aos quatro cantos o que fazer da vida. Alternativas existem, basta aceita-las.
Carrera não parou. O problema na visão que o impede de enxergar não foi empecilho para que procurasse coisas novas. E foi então que ele conheceu o Centro Municipal de Apoio ao Cego de Rio Claro, uma escola ligada à prefeitura que dá apoio e incentivo aos portadores de deficiência visual.
Não deu outra. A sintonia foi perfeita e Sergio Carrera passou a ter aulas de artesanato, informática e braille (sistema de leitura para cegos). Hoje ele domina o computador, digita textos, pinta e borda. Sabe mais que a moçada. Pesquisa tudo, acessa programas especiais para cegos, acompanha o noticiário. Carreara deve ser a pessoa mais bem informada de Corumbataí. Sempre atento às informações desde que sua visão era perfeita, Sergio Carrera está mais ligado ainda no mundo da comunicação. Tanto que toda semana recebe CD da Veja com as notícias e informações da conhecida revista. Um deleite, para poucos.
No artesanato, faz peças lindas em macramé – aquele trabalho em que o sisal é trançado até formar algo. 
ois é, o Carrera está fazendo suportes para vasos, cortinas, bolsas incríveis e outros materiais. 
O produto é vendido e ele ganha os recursos.
Entusiasmo não lhe falta e a prefeitura de Corumbataí deve dar uma atenção especial a este trabalho. 
Fica a sugestão.
 
Antonio Sergio Carrera e seu artesanato para jardins.
Fonte: JORNAL REGIONAL
 

Charretes do tempo

As carroças ou charretes antecedem aos veículos a vapor na história da humanidade. Tiveram grande participação no progresso das cidades, mas hoje se resumem ao meio rural, praticamente.

As carroças e charretes também se transformaram em veículos de passeio em locais turísticos, mas muitas cidades brasileiras ainda preservam os “pontos de carroça” e os chamados carroceiros são regularizados.
Pois bem, a modernidade, que trouxe veículos com direção hidráulica, computadorizados e tratores mil e uma utilidade, aposentou as conhecidas carroças que tanta história fizeram.
Hoje o próprio produtor rural já não tem mais tanta simpatia por elas e aos pouco vão se tornando obsoletas, encostadas pelos cantos dos sítios, no fundo dos ranchos.

Laurindo Gigeck, ou o “seo Lauro” vive esse mundo conflitante em Corumbataí. Ele, acostumado a trabalhar com solda e manutenção há 20 dos seus 52 anos, reconhece que os tempos são de vacas magras.Sua oficina está localizada onde era a oficina do Nocce. Ali o Laurindo Gigeck executa reformas de charretes, carroças, carpintaria, paralamas e varais de charretes. Serviço de qualidade por um preço bom, garante.
“Ninguém mais quer trabalhar com carrocinha e burrico. Hoje é trator, maquinário”, explica Gigeck, porém reforçando que sua oficina está preparada para todo tipo de trabalho em madeira. 
É só ligar no (19)9767-1705.

Laurindo Gigeck - Charrete reformada na oficina de Gigeck

Fonte: JORNAL REGIONAL

Associação apoia crianças e adolescentes


Todo trabalho voltado ao interesse social de crianças e adolescentes sempre é muito bem vindo, mas precisa de retaguarda. Em Corumbataí não está sendo diferente a fundação da AACAC – Associação de Apoio à Criança e Adolescente de Corumbataí, formada por iniciativa de Edna Mesquita e Marcos Mesquita, este último respondendo pela presidência.
A Associação deverá ser inaugurada oficialmente no final do mês, em solenidade que poderá contar com várias autoridades ligadas ao Serviço Social e Judiciário.
Os planos de trabalho são muitos e a Associação já começa com o pé quente, pois conseguiu uma sede própria, localizada perto da ponte de entrada da cidade pela via de acesso Amin Bichara (casa de madeira). O local cedido por uma família corumbataiense é amplo e, a princípio, servirá para as atividades já planejadas.
Edna Mesquita informou que a AACAC tem dois focos de trabalho: crianças com necessidades especiais e crianças em situação de risco ou de vulnerabilidade social.
Num levantamento preliminar, a Associação detectou uma demanda de 40 crianças portadoras de necessidades e que precisam se deslocar a Rio Claro para o atendimento necessário. No entanto, acrescentou Edna, muitas famílias não encontram condições de atender a este compromisso.
A Associação já conta com um corpo técnico formado por Assistente Social, Psicólogo e Pedagogo e as exigências para participação são: laudo médico e matrícula escolar.

PARCERIAS
A AACAC firmou parcerias importantes para o projeto social. Uma das instituições parceiras é o Sesi de Rio Claro, que deverá ministrar aulas de artesanato, mas a intenção do presidente Marcos Mesquita é mais adiante concretizar um curso profissionalizante que possibilite a inclusão na indústria. A Secretaria da Educação de Corumbataí, através de Candinha Catelani, é mais uma incentivadora e colaboradora do trabalho. As crianças também terão aulas de música, pintura em cerâmica com uma indústria de Santa Gertrudes; e reforço escolar com acompanhamento de pedagoga.
As famílias não ficarão isentas de atividades, pois elas receberão visitações especiais em casa e as mães serão voluntárias em trabalhos de culinária, costura, etc.

Presidente da AACAC, Marcos Mesquita
Quer parcerias para gerar alternativas de empregos aos assistidos.

Sede da Associação fica na Chácara Boa Vista (entrada da cidade)
Fonte: JORNAL REGIONAL
21 de mar. de 2011

Som do Canhoni

NOS EMBALOS DA QUARTA DIMENSÃO
Em 1982 o mundo acordava com o lançamento do maior álbum musical de todos os tempos: “Thriller”, com Michael Jackson. Um delírio só!
Mas também, bem ao nosso lado, os hermanos argentinos partiam para cima dos ingleses na atabalhoada Guerra das Malvinas.
Também em 1982 o Brasil vivia a Abertura Política, o auge dos partidos considerados de esquerda, como o PT; e o Movimento Diretas Já soava pelos quatro cantos.
No mesmo período, o ET mais querido do planeta chegava às telas de cinema.
E em Corumbataí nascia a equipe de Som Quarta Dimensão.
Quem primeiro a recebeu foi o Centro Comunitário, na gestão de Antonio de Almeida. Na época só prevaleciam os bailes tradicionais, que reuniam as famílias e os casais. A juventude não tinha opção.
O Centro Comunitário costumava abrir nos fins de semana e nas férias para jogos. Logo surgiu a idéia de fazer as discotecas, como eram chamadas as reuniões dançantes dos anos 80.
 João Canhoni e seu irmão Nenê Canhoni compraram quatro caixas de som com dois auto falantes cada um de 12 polegadas, cone branco e um equipamento básico, potência de som, mesa mixers de 8 canais, taipe dek, toca disco de vinil, iluminação e máquina de fumaça. Para a época, um verdadeiro arraso.
JACKS PINGAIADAS
Os irmãos começaram com um público de 20 pessoas, mas logo as cidades vizinhas foram participando e enchendo o salão. No início a entrada era gratuita, depois passou à cobrança de mil cruzeiros, dinheiro destinado para ajudar nas despesas do clube.
“Para nos da equipe era um hobby. O que a gente queria era proporcionar entretenimento para os jovens”, lembra João Canhoni.
Um fato marcante foi quando Geraldinho Ferreira e Nenê Maskir começaram a frequentar a discoteca. Eles viajavam de Rio Claro para Corumbataí de moto trazendo um grupo de amigos e acabaram ficando conhecidos como os Jacks Pingaiadas. Foi através dessa galera que outros motoqueiros foram se chegando e tomando conta da praça.
“Posso dizer que nossa cidade ficou famosa com os sons dos Canhoni; na época chegavam a frequentar em torno de 500 a 800 pessoas”, ressalta João.
EMBALOS DE SÁBADO
O período era o reflexo da estrondosa produção “Os Embalos de Sábado à Noite”, de 1978, mas que ressoou por muito tempo nas paradas de sucesso, nas telas dos cinemas e na cabeça dos Toni Manero que apareceram por todos os cantos do planeta.
“Tinha alguns grupos que faziam coreografias e o salão todo parava para admirar o show. Isso ocorreu até o Centro Comunitário fechar para a reforma. Tentaram alugar um local para continuar, mas nada deu certo”, acrescenta João Canhoni.
O som ficou guardado meses no sítio da família até que o presidente do clube de Ajapi,  Dimas Pistarini, contratou a equipe para fazer as discotecas.
A Quarta Dimensão começou o som em Ajapi  no ano de 1987 e todos os sábados lá estava a moçada reunida em torno dos vinis dançantes. Um caminhão F4000 dos Canhoni acabou se transformando no pau de arara dos aficcionados pelos embalos, que iam e vinham de carona.
A equipe com suas noites de sábado foi a responsável por muitos casamentos dos jovens que frequentavam as festas.
Em 1988 tudo mudou e acabou.
EM ITIRAPINA
O recomeço foi em Itirapina, no Grêmio dos Ferroviários dirigido por Bibi. Ele contratou a Quarta Dimensão para fazer som aos sábados e domingos. O clube lotava com o público de toda região, inclusive de Corumbataí, mas a aventura durou pouco tempo, pois o Grêmio fechou as portas.
O jeito foi voltar para a cidade raiz Corumbatai. E até hoje a Quarta Dimensão está lá. Participa ativamente das festas, mas os embalos de sábado à noite já não são mais os mesmos.

Fonte: JORNAL REGIONAL

Adriano

Adriano Habermman é um empreendedor. De família simples, mas corajosa, este jovem batalhou muito em Corumbataí. Esteve na Comercial João Afonso, estudou na “Governador” e em casa aproveitava o tempo para ganhar conhecimento. Pesquisou de tudo, porém o foco eram os computadores.
A galera de Corumbataí deve se lembrar muito bem de Adriano Habermman. 
Ele, junto com João Canhoni, foi o responsável por muitas brincadeiras e festas na cidade. Aliás, Canhoni é seu grande amigo desde meados dos anos 90, quando Adriano foi compor a Quarta Dimensão. Desde criança gostava de música. Tinha muitos discos – os de vinil - e fitas. “Meus bons momentos na vida foram nessa época, não fazíamos bailes por dinheiro, fazíamos porque gostávamos de som, música, diversão. Época boa esta que não volta mais, salão lotado, sem brigas, todas as pessoas dançavam e se divertiam”, lembra com saudade. A diversão era geral. Dava o maior trabalho montar o som e mesmo quando a bilheteria não rendia nada, valia a pena.
“Quando tinha montaria na hípica, nossa quanta risada, quando o ‘cadimuzu’ (Pedro) ia junto, então, dava até dor na barriga de tanto rir”, comenta Adriano sobre as festas no Recinto Pedro Dolce.
Hoje o Habermman trabalha com computadores. Faz sites para empresas e mantém o blog de Corumbataí (www.corumbatai.blogspot.com) onde coloca anúncios grátis para qualquer pessoa da cidade. Já fez muitos trabalhos gráficos e vinhetas para rádios FMs.
 “Tenho um bom emprego e uma ótima família. Quem precisar de meus serviços acesse o blog e entre em contato. Eu penso assim: computador é apenas uma ferramenta, nosso conhecimento e capacidade é que fazem a diferença”.
 
O jovem Adriano, das brincadeiras dançantes para o mundo virtual.

Fonte: JORNAL REGIONAL
19 de mar. de 2011

Programação de Aniversário

Empregos em Rio Claro

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